Vida triste

JULIANA TESSER [@JulianaTesser]
de São Paulo

Dani Pedrosa é espanhol, mas, assim como Casey Stoner, escolheu viver na Suíça, um país onde não precisa conviver com a atenção que recebe em sua terra natal e, portanto, pode levar uma vida normal.

Mas a Repsol, principal patrocinadora da Honda, esteve na casa do espanhol acompanhando a rotina do piloto. Vendo a paisagem, acho perfeitamente compreensível a cara de tristeza que o Dani carrega por aí. Tá ruim a vida mesmo…

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O X da questão

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

O começo da temporada 2012 da F1 foi marcado por fatos interessantes. Primeiro, claro, o equilíbrio entre as equipes e também a imprevisibilidade. Alguns acontecimentos marcaram época: o melhor resultado da história da Sauber graças ao segundo lugar de Sergio Pérez na Malásia, ou mesmo a vitória de Nico Rosberg no GP da China, a primeira de um carro da Mercedes em quase 57 anos, desde os tempos de Fangio. Já no Bahrein, o êxito de Sebastian Vettel fez com que a F1 visse quatro vencedores de quatro equipes diferentes nas quatro primeiras corridas do ano pela primeira vez desde 1983.

Com a Lotus em alta, Räikkönen é um dos favoritos à vitória em Montmeló (Foto: Lotus F1)

Pela ordem, venceu a McLaren na Austrália, Ferrari na Malásia, Mercedes na China e Red Bull em Sakhir. Mas é a Lotus quem surge como a grande favorita à vitória no GP da Espanha, em Barcelona, neste fim de semana. O E20 vem se mostrando o carro mais equilibrado do grid e seu desempenho nos treinos coletivos de Mugello, na semana passada, credencia a equipe de Kimi Räikkönen e Romain Grosjean como favorita à conquista em Montmeló.

E é aí que começa o X da questão, como já diria Zeca Pagodinho. Teoricamente, se a Lotus vencer em Barcelona no domingo, será a primeira conquista da equipe em 25 anos, desde quando Ayrton Senna celebrou a vitória no GP dos Estados Unidos, quando a corrida era disputado em Detroit, com o carro amarelo patrocinado pela Camel, certo? Sim e não. Há muitas controvérsias quanto a este assunto.

O fato é que nem a própria Lotus, autobatizada de Lotus F1 Team, se considera uma herança e uma sequência do legado da equipe fundada pelo mitológico Colin Chapman. Ao contrário. São nulas as referências ao lendário dirigente britânico. Fuçando na página oficial da equipe, encontrei um link com o começo da história deles. E essa história não começa no GP de Mônaco de 1958, quando ‘aquela’ Lotus, a verdadeira, estreou com Graham Hill e Cliff Allison.

A julgar pelo que existe no site da Lotus F1 Team quanto à sua história , a equipe, de acordo com seus dirigentes, se considera a quarta geração iniciada em 1981, quando estreou a Toleman e quando já existia a Lotus, à época, comandada nas pistas por Nigel Mansell e Elio de Angelis.

A Toleman, marcada, claro, por ser a equipe pela qual Ayrton Senna estreou na F1, foi comprada pela Benetton em 1986. Ao fim da temporada de 2001 e depois de dois títulos mundiais de Pilotos, ambos com Michael Schumacher, e um de Construtores, a Benetton foi adquirida pela Renault, que voltou com tudo à F1. Foram mais quatro títulos: dois de Construtores e dois de Pilotos, pelas mãos de Fernando Alonso. Até que, oficialmente neste ano, a Renault deu lugar à Lotus. Que não se assume como aquela Lotus do Chapman.

Hoje mesmo, durante a minha folga, estava lendo algumas coisas no Facebook e tal, e vi um destaque que a Lotus colocou na rede, lembrando a dobradinha que a Benetton, da segunda geração, completou no GP da Espanha de 1995, quando colocou Michael Schumacher na ponta e Johnny Herbert em segundo em Barcelona. Mais uma referência à geração Toleman-Benetton-Renault-Lotus. Até mesmo no site da F1 as referências históricas à atual Lotus são relacionadas com a Renault e Benetton, por exemplo.

Dessa forma, caso Räikkönen ou Grosjean vença em Barcelona no domingo, será a primeira vitória de uma nova história de uma quarta geração de equipes, por mais que às vezes os nomes nos façam entender que essa Lotus preta e dourada é a sequência daquela de Chapman e representada por mitos como Mansell, Senna, Nelson Piquet, entre tantos. Então, na prática, caso essa vitória da Lotus aconteça no domingo, nada terá, com exceção do nome da equipe, nada a ver com a vitória de Senna em Detroit. Se for, será uma vitória da Lotus. Mas não ‘daquela’ Lotus.

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A regra do rookie


JULIANA TESSER [@JulianaTesser]
de São Paulo

Não, não vai ser em 2013 que Marc Márquez estreará na MotoGP pela equipe de fábrica da Honda. Isso porque a categoria rainha do Mundial de Motovelocidade conta com uma regra para novatos que obriga os pilotos a passarem pelo menos uma temporada nas equipes satélites.

De acordo com o site espanhol ‘Motocuatro’, a Honda pediu à MSMA (Associação dos Fabricantes de Motos Esportivas) que abrisse mão da regra introduzida há cinco anos, mas ideia foi vetada por Carmelo Ezpeleta, presidente da Dorna, promotora do Mundial.

Desde a introdução da regra dos novatos, uma única exceção foi feita: a chegada de Álvaro Bautista na Suzuki. Na época, fizeram um adendo ao regulamento dizendo que um estreante poderia ingressar em uma equipe de fábrica se o time não vencesse uma corrida há dois anos.

Claro que a mudança não vai impedir a entrada de Márquez na categoria. O espanhol tem se mostrado um ótimo piloto e conta com um forte apoio da Repsol, principal patrocinadora da Honda. A solução seria adotar uma medida similar com o que foi feito com Marco Simoncelli. O piloto vai para uma equipe satélite, mas conta com todo o apoio da fábrica.

Regras são regras…

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Barrichello no Mackenzie

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Postzinho rápido sobre Rubens Barrichello. Antes de voltar para os Estados Unidos neste mês, quando vai guiar pela primeira vez em um circuito oval, tanto em Forth Worth, no Texas, quanto em Indianápolis, Rubens estará no Mackenzie. Não na condição de aluno, mas como palestrante. Explico.

Antes de voltar aos Estados Unidos, Barrichello dá palestra no Mackenzie (Foto: DAEG/Mackenzie)

O atual piloto da KV e dono do maior número de largadas na história da F1, com 323 GPs no currículo, vai palestrar para os estudantes no Auditório Ruy Barbosa, na próxima quinta-feira (3), às 20h. O tema? Motivação, liderança e competitividade. O evento é organizado pelo Diretório Acadêmico Eugênio Gudin.

Barrichello já é um veterano das palestras motivacionais. Sempre focando em assuntos como liderança e evolução contínua, o paulistano, que completará 40 anos no próximo dia 23, já fez palestras até mesmo para funcionários da Williams, sua última equipe na F1.

Os estudantes presentes à palestra da próxima quinta-feira vão concorrer a uma participação em uma corrida de kart na Granja Viana, em Cotia, Grande São Paulo. Como diria Victor Martins, informei.

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DNA?

JULIANA TESSER [@JulianaTesser]
de São Paulo

O GP da Espanha de Moto3 promoveu a estreia de Álex Márquez no Mundial. Para quem não sabe, o jovem piloto de 16 anos é irmão da atual estrela da Moto2, Marc Márquez.

Álex disputa o Campeonato Espanhol de Moto3 e chegou ao Mundial como wild-card da Estrella Galicia 0,0. E não fez feio. Correndo com pilotos mais experientes, Márquez conseguiu terminar a prova na 12ª colocação apesar de uma queda e somou quatro pontos na classificação.

“Essa foi uma corrida difícil. Eu cai, mas consegui voltar para a pista e gradualmente melhorei minha posição, já que me senti confortável na moto apesar do clima adverso. Eu fiquei em 12º”, contou. “Eu não esperava pontuar nessa corrida, especialmente depois de ver que eu estava em 22º depois da queda. Tenho de ficar feliz por terminar a corrida nesta posição e vou para Portugal muito otimista em relação ao que podemos fazer lá.”

No próximo domingo (6), Álex volta ao Mundial para o GP de Portugal e com uma prova de experiência e talvez com condições climáticas melhores, poderá mostrar um pouco mais do que é capaz de fazer.

Vai ver o talento está no DNA. De qualquer forma, Marc já avisou: “Preciso acelerar, meu irmão está vindo!”

Dizem os espanhóis, que o Álex é mais rápido que o Marc. A conferir.

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Caminho das Índias

JULIANA TESSER [@JulianaTesser]
de São Paulo

Os representantes do circuito de Buddh, na Índia, não escondem que querem mais categorias passando pelo país a partir das próximas temporadas. Após uma bem sucedida estreia na F1, o traçado agora é cotado para receber a MotoGP e o Mundial de Superbike.

Em entrevista ao veículo indiano ‘The Economic Times’, Sameer Gaur, diretor-executivo da Jaypee Sports International, empresa que é proprietária do traçado, afirmou que as negociações com a MotoGP estão avanças, mas lembrou das dificuldades em relação as datas.

“Nós queremos acomodar todas essas corridas, mas a Índia tem apenas cinco meses de tempo bom em que elas poderiam ser recebidas”, ponderou. “Nós atualmente estamos negociando com a MotoGP sobre os termos e a divisão das receitas”, continuou.

A previsão inicial é de que o Mundial de Motovelocidade desembarque no país em março de 2013. A etapa da Superbike, no entanto, está em fase final de negociações e a data da prova deve ser anunciada no próximo mês. A expectativa é que a categoria realize em Buddh a primeira corrida da temporada do ano que vem.

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Chelsea Formula1 Club

A F-Superliga acabou, mas a combinação entre equipes de futebol e automobilismo pode voltar em breve. No GP da China, disputado no último final de semana, a Sauber chamou a atenção com uma mensagem “Out of the Blue” escrita na tampa do motor.

Mais tarde, a equipe suíça confirmou que a frase diz respeito à chegada de um novo patrocinador, que será anunciado em breve.

De acordo com a imprensa europeia, esse novo patrocinador é nada mais nada menos que Roman Abramovich, dono do time inglês de futebol do Chelsea e um dos homens mais ricos do mundo. Talvez sem ter mais onde gastar dinheiro, o russo decidiu expandir os negócios para a F1, investindo na equipe suíça.

Caso o acordo seja confirmado, a Sauber deve passar por uma reformulação em seu layout, tendo mais azul, cor que representa o Chelsea.

É curioso que em uma época onde as equipes de futebol sofrem para arrumar patrocínio – no campeonato espanhol, por exemplo, metade das esquadras não tem um investidor exibido na camisa –, um time decida entrar na F1 despejando dinheiro em uma escuderia mediana. Só esses ricaços mesmo.

Se os boatos estiverem corretos, não seria surpresa ver Didier Drogba substituindo Kamui Kobayashi em algumas etapas da F1, ou Sergio Pérez sendo escalado como atacante titular em algum jogo em Stamford Bridge. Se bem que é capaz de o mexicano acabar marcando mais gols que Fernando Torres…

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Seu filho pode ser um craque

JULIANA TESSER [@JulianaTesser]
de São Paulo

Por mais que muitas vezes um esporte de elite seja uma atividade individual, o caminho até o topo nunca é feito desacompanhado. O envolvimento, principalmente dos pais, é um dos principais requisitos para que uma pessoa tenha condições de ingressar em uma modalidade top.

Muitas vezes, o primeiro contato com a modalidade acontece por meio dos pais. É caso de Valentino Rossi, que iniciou no motociclismo por conta de seu pai, Graziano. O mesmo aconteceu com Elena Myers, María Herrera, Lewis Hamilton, Nelsinho Piquet, Nico Rosberg, Cacá e Popó Bueno, e muitos outros.

Pensando nisso, foi lançado na semana passada o livro ‘Tu hijo puede ser um crack’ (Seu filho pode ser um craque), de autoria de Jaime Alguersuari, pai do ex-piloto da Toro Rosso. O livro, publicado pela editora Planeta, é um manual dirigido aos pais que pretende ensiná-los a identificar os talentos necessários para levar o filho ao topo do esporte.

Jorge Lorenzo participou do lançamento do livro de Jaime Alguersuari (Foto: Facebook/ Jorge Lorenzo)

Alguersuari destaca que algumas características são essenciais para um futuro campeão. “O que têm em comum Rafa Nadal, Fernando Alonso ou Pau Gasol? Quais as qualidades básicas para ter sucesso e se tornar um craque em seus respectivos esportes: precocidade, talento e maturidade”, defende. “Estes três ingredientes, que devem estar juntos e ao mesmo tempo, são imprescindíveis para fazer parte de uma minoritária elite esportiva. E se a criança não tem, poderá até ser um bom aluno, mas nunca um mestre”, continuou.

Por outro lado, Jaime defende que é importante que os pais saibam que nem todos terão sucesso nessa trajetória. “São poucos os pais que aceitam na metade do caminho que seu filho não tem as condições.”

“Os pais devem ser suficientemente sensatos para não brincar de roleta russa com os estudos e apostar tudo nos esportes. Devem pressionar e, se o filho for maduro o suficiente, transformar os aeroportos e salas de espera em salas de estudo improvisadas”, afirmou. “90% das famílias apostam tudo em uma única carta: o esporte, e geralmente é um erro”, continuou.

Outra tese defendida pelo pai do ex-pupilo da Red Bull é a importância da maturidade, e cita o exemplo de Marc Márquez, campeão Mundial das 125cc aos 17 anos. “Seus rivais Nico Terol e Pol Espargaró eram mais velhos que ele, dois e cinco anos, respectivamente, mas não tão maduros. Aí está a chave de Marc, o que o transformou em uma estrela.”

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Push e o congestionamento

CURITIBA | A introdução do uso do push-to-pass no treino classificatório da Stock Car para 2012 foi vista com certa cautela pelos pilotos de início. É claro que a intenção da regra é melhorar o espetáculo, embaralhar os pilotos favoritos no grid. Isso porque a cada etapa a direção de prova estabelece um número x de acionamentos, que é divido entre classificação e corrida. E o piloto decide se quer usar parte desses acionamentos na classificação ou não.

Para a rodada deste final de final de semana, a direção de prova em Curitiba autorizou 12 acionamentos, ou seja, seis para o treino decisivo e seis para a corrida. Dos 32 pilotos do grid apenas oito descartaram o uso do recurso e vão com o número total para a corrida. Acontece que no treino de hoje essa imensa diferença entre os que usaram e os que não usaram criou um enorme congestionamento na pista, sobretudo no Q1, quando todos vão juntos à pista.

Explicando, o cara que tem o push aciona, faz a volta rápida, mas quando resolve usar novamente o tempo de diferença entre um acionamento e outro é de 1min30s, neste tempo o piloto fica na pista, procura poupar os pneus e, portanto, anda mais lento. E foi essa diferença de ritmo que causou muitas reclamações durante a classificação de hoje. Porque aliado à questão do uso do push também está o excesso de carros, principalmente nos minutos finais na fase inicial do treino.

Esse congestionamento já havia acontecido em Interlagos, mas em menor escala, já que lá apenas seis dos 32 competidores decidiram usar o botão de ultrapassagem na classificação.

Alguns comentários interessantes:

Marcos Gomes:  “Esse sistema de classificação precisa ser revisto, porque vira uma tremenda confusão quando todos os carros entram na pista nos últimos minutos. Fui prejudicado pelo tráfego e fiquei no prejuízo. Cheguei a sacrificar algumas tentativas de abertura de volta para não atrapalhar os outros, mas nem todos agem assim. Do jeito que está, você atrapalha ou é atrapalhado. A divisão em grupos ou a tomada individual resolveria esse problema”, sugeriu.

Lico Kaesemodel: “Vinha na minha volta rápida e no ultimo trecho fui atrapalhado pelo carro 74, que estava muito lento na saída da curva. Foi uma pena, pois perdi três décimos com isso, o que me colocaria umas 10 posições a frente. Sempre entro na pista mais cedo, nessa etapa não quis ser referencia e errei na opção. Mas faz parte, agora terei de me virar largando no meio do pelotão”, disse Lico, que entrou na pista faltando nove minutos para o encerramento, quando cerca de 30 pilotos também entraram.

Ricardo Zonta: “Um carro na minha frente estava se preparando para abrir a volta no “S” de alta e não tive como desviar ou efetuar a ultrapassagem, pois ele não saiu do traçado e tive de diminuir a velocidade. Precisamos rever isso, pois os treinos serão complicados se ninguém tomar uma atitude”, queixou-se Zonta.

Galid Osman: “Foi bem complicado, porque todo mundo deixou para fazer as voltas nos minutos finais e a pista de Curitiba não é tão grande para os 32 carros da Stock Car fazendo voltas rápidas. Claro que é um problema que afetou todo mundo, mas no meu caso específico perdi justamente a volta boa do pneu e que usei o push-to-pass, senão daria para ficar no top-10″.

Cacá Bueno: “Fui atrapalhado na melhor volta do pneu e não consegui passar para o Q2, o que foi uma pena. Agora é fazer uma corrida de recuperação.”

Resta saber como será em pistas mais estreitas, como Velopark, e nos circuitos de rua, como Salvador e Ribeirão Preto.

Outra história
Durante a classificação de hoje, Thiago Camilo e Átila Abreu se envolveram em um incidente, em que Átila afirmou ter perdido sua melhor volta para evitar uma batida com Camilo, que depois que deixou Ricardo Mauricio no ‘S’ de alta voltou para trajetória, bloqueando Abreu.

Thiago se desculpou com Átila nos boxes, mas o piloto da AMG se sentiu prejudicado e entrou com protesto, mas a direção de prova considerou que Camilo não teve a intenção de prejudicar. Ainda assim, ambos conseguiram vaga no Q2.

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A chefona da F1

Se há um consenso quanto à temporada 2012 da F1 é que ela começou feia, com a maioria dos times adotando bico de ornitorrinco e degrau na parte da frente dos novos carros.

Talvez como uma forma de compensar esse desequilíbrio natural, Tamara Ecclestone, filha de Bernie, anunciou que está em conversações avançadas com a Playboy. A moça afirmou que já havia sido convidada pela publicação para posar nua, mas revelou estar esperando a hora certa para tirar a roupa.

“Eu fiz umas fotos sensuais em maio do ano passado e queria fazer algo assim de novo. Eu acho que posar nua na Playboy é uma daquelas coisas que provavelmente não é algo que muitas pessoas são convidadas a fazer. Eu fui uma vez. Agora penso, por que não? Estou pensando nisso e provavelmente vou fazer”, declarou a bela ao jornal inglês ‘The Sun’.

Dito isso, imagino que ninguém mais vai se lembrar da F1 em 2012 pela ‘beleza’ dos carros.

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De carona com o Juninho

JULIANA TESSER [@JulianaTesser]
de São Paulo

Há exatamente uma semana, Victor Martins, que também atende por chefe, chegou à redação virtual do Grande Prêmio perguntando se eu já tinha visitado o Rio de Janeiro. Contei a ele que sim, na minha viagem de formatura da oitava série (o que, na prática, foi quase no mês passado). Foi um daqueles passeios fajutos que a gente faz com o colégio e que, no meu caso, resultou em uma ida à Búzios e Cabo Frio com direito a uma rápida parada no Rio.

Não, ninguém nunca me contou que nós iríamos ao Pão de Açúcar e não ao Cristo Redentor. Eu teria protestado! Mas isso não vem ao caso…

Foi então que o chefe me contou que eu iria para o Rio cobrir a etapa carioca da F-Truck. Achei legal ir conhecer Jacarepaguá antes de destruírem o circuito (o que eu acho uma tremenda sacanagem, idiotice, pilantragem, e etc.), além de acompanhar uma categoria da qual eu já havia escutado muitos elogios – inclusive do meu irmão.

Cheguei em terras cariocas na sexta-feira e fui direto para o autódromo. Depois de acompanhar os treinos livres, estive no box da Ford para conversar com o Djalma Fogaça. O Danilo Dirani tinha sofrido um acidente no segundo treino livre que danificou bastante o caminhão, mas o chefe do time estava confiante de que poderiam correr.

No sábado foi a vez de conversar com Neusa Navarro Félix, presidente da categoria, acompanhar o último treino livre e a sessão classificatória que, além da pole do estreante Christian Fittipaldi, provou que Fogaça estava certo, já que Dirani colocou o caminhão 70 na terceira colocação do grid.

E aí chegou o domingo. Dia de corrida é sempre o mais divertido. E corrido também. O dia começou com uma entrevista com a Talula, a modelo que foi do BBB e que hoje guia o Pace Truck. A conversa, claro, contou com uma aprovação recorde de um membro da redação, mas eu não posso dizer quem foi.

E aí eu estava lá, quietinha trabalhando, quando recebi um convite da assessoria da F-Truck para pegar uma carona em um dos caminhões durante o show. Achei uma ideia bem legal. Eu nunca tinha andado em um carro/ caminhão de corrida. Topei, claro.

Era quase meio dia quando vieram buscar a mim e a Karina, jornalista que também participou desta aventura, para irmos para o caminhão. Na saída do ônibus de imprensa nós conhecemos o Juninho, filho do Aurélio e da Neusa, que deram vida à categoria. O mais novo da família Navarro Félix era um dos pilotos que guiaria um dos três caminhões que participam do show.

Minha primeira reação foi perguntar se ele sabia mesmo fazer aquilo. Ele sorriu e eu achei melhor ficar quieta antes que ele decidisse descontar na pista quando eu estivesse no caminhão.

Quando estávamos todos na pista, o Juninho e suas irmãs Dani e Gabi, foram para o circuito verificar os pneus dos caminhões. Eu achei isso ótimo, segurança em primeiro lugar.

Só que ali eles já deram uma mostra do que vinha pela frente. Eu pensei em sair correndo e me esconder pela próxima meia hora, mas achei que seria indelicado.

Entrei no caminhão do Juninho, coloquei o cinto e fiquei pensando: ‘Ai, Deus, onde eu fui me enfiar?!’.

Quando ele entrou no caminhão e começou a se preparar, eu tive mais uma das minhas ideias brilhantes:

- Você faz isso há muito tempo?

- Ah, faço. Desde os 12 anos.

Eu não sei quantos anos ele tem e confesso que tive medo de perguntar. Vai que ele me responde menos do que eu esperava, né…

Como ‘tortura’ pouca é bobagem, quem começava o show era a Dani, seguida pela Gabi e ele em último. O que, na prática, significa que eu fiquei na pista, dentro do caminhão, assistindo tudo que aconteceria na sequência.

Antes de sairmos, foi a vez dele fazer as perguntas:

- Está com medo?

- Não, magina.

- Não, sério?

- Um pouco. (O que, aquela altura, significava muito)

Quando ele começou a acelerar, eu pensei: ‘Ah, é legal. Vai ser fácil.’ AHAM! Isso, obviamente, só durou até a primeira manobra. Eu nunca soube que um ser humano podia tremer tanto. Fechei o olho e não vi nada nos primeiros minutos, mas isso, lógico, não ajudou em nada. Eu logo percebi que aquela história de que o que os olhos não veem, o coração não sente é uma das maiores lorotas da história da humanidade. Sente, sim senhor.

Aí eu pensei: ‘Bom, já que eu estou aqui, melhor aproveitar.’ Abri o olho e cada vez que via ele perto do murinho da pista de Jacarepaguá, eu pensava: ‘Putz, ninguém cuida desse autódromo tem um tempão. Se ele erra esse negócio, alguém vai se machucar.’ O que, provavelmente, incluía eu, ele e as pessoas que estavam lá.

Ah, tinham também os fotógrafos. Eu conheci alguns deles ao longo da vida, mas nunca soube que eles eram tão irresponsáveis (palavra que ficou na minha cabeça no trajeto entre o autódromo e o aeroporto, graças a um taxista maluco e ao José Mario Dias, único fotógrafo com 100% de aproveitamento em provas de rali, como eu descobri mais tarde).

Ao invés de ficarem (teoricamente) protegidos atrás da mureta, eles insistiam em ficar bem próximos dos três caminhões. O que é uma sandice sem tamanho. E eu pensava: ‘Caramba, se ele erra, eu vou ter que escrever que alguém morreu e eu realmente não gosto de fazer isso.’

E o show continuou. Quando se aproximava do final, Juninho começou a rodar na frente da arquibancada e me distraí olhando para o lado direito. Quando olhei de volta: ‘Onde foi o rapaz que estava aqui?’

Sim, ele saiu do caminhão e foi dar um oi para as pessoas. E me deixou sozinha. Sem aviso. Com o caminhão rodando. Foi a primeira vez que eu rezei dentro do caminhão. Tenho impressão que confundi o Pai Nosso com a Ave Maria, mas acho que Deus vai me perdoar por esse lapso.

Nos primeiros instantes eu olhava para fora e não via nem sinal do garoto que deveria estar sentadinho do meu lado. Tinha muita fumaça, sabe. Quando eu finalmente o encontrei, tive a impressão de que ele estava voltando para onde nunca deveria ter saído, mas isso não aconteceu.

Eu continuava dentro do caminhão e ele lá fora. Quando vi que rezar não ia adiantar nada, me dediquei a tirar de cima de mim os pedaços de pneu que tinham entrado pela janela. Isso, claro, não serviu para nada.

De repente, eis que Juninho volta ao caminhão. O que deu um certo alívio. Não que eu não tenha confiado nele desde o início, mas depois de umas 300 horas, digo, alguns minutos dentro do caminhão, já tinha ficado mais fácil. Era, definitivamente, melhor quando ele estava controlando o caminhão.

Ele olhou com aquela cara de que nada tinha acontecido e eu até pensei em reclamar, mas, como eu ainda estava dentro do caminhão e no meio da pista, achei que era mais conveniente ficar calada.

E o show continuou. Naquela altura tudo já estava mais simples. Eu tinha parado de tremer, embora ainda fechasse os olhos em alguns momentos, principalmente quando ele ia perto demais da parede. Levei mais um único susto: quando ele e a Dani decidiram brincar de bate-bate. (Eu sempre gostei de bate-bate, mas daquele que eu brincava no Playcenter quando era criança. Esse de Jacarepaguá pareceu mais com aquela cena do Pearl Harbor quando o Rafe e o Danny decidem ver ‘quem aguenta mais com esses japas’. E, sim, eu me sentia o japonês).

O tempo todo você sabe que eles não vão errar (ou, pelo menos, torce), mas dá medo do mesmo jeito. E eu nunca vou acreditar em alguém que diga que não dá. Dá medo, e pronto.

Eu até pensei em perguntar se eles já tinham errado alguma vez, mas, de novo, achei melhor ficar quietinha e não desconcentrá-lo. (Soube mais tarde que eles nunca erraram, só tiveram uns toques e uns retrovisores arrancados.)

Acho que o show durou mais uns cinco minutinhos – numa medida até que realista – e aí fomos parar o caminhão. Bom, se nós tínhamos sobrevivido aos 25 minutos de show (acho que foi isso que durou), não ia ser na hora de estacionar que teríamos problemas.

Depois de um tempão pensando que aquela porta iria abrir a qualquer momento e alguém teria que contar aos meus pais que eu tinha virado patê, eu percebi que eu não fazia a menor ideia como sair do caminhão. O Juninho me explicou e quando eu saí encontrei com a Karina, que também voltava do passeio com a Dani.

Logo que saímos do caminhão, algumas pessoas pararam o Juninho para tirar foto com ele. Eu esperei, agradeci pelo passeio e saí correndo para ligar para casa e contar que eu estava bem. (Tenho certeza que minha mãe rezou mais do que eu.)

Depois eu voltei para o ônibus de imprensa para acompanhar a corrida e escrever o texto pro Grande Prêmio.

Ah, sim. Eu esqueci de contar que durante todo o tempo em que eu estive no caminhão, eu fiquei me segurando na porta e no banco. Deve ser por isso que hoje eu mal consigo mexer o braço.

Contando assim, pode parecer que a carona foi uma tortura e que eu me arrependi de ter ido. Bom, se você acha isso, entendeu tudo errado. Eu me diverti para caramba. Só me resta agradecer a F-Truck pelo convite e ao Juninho por ter deixado eu voltar inteira para casa. Valeu!

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BBB-Truck


JULIANA TESSER [@JulianaTesser]
de Jacarepaguá

Uma das novidades da F-Truck na temporada de 2012 está no Pace Truck, caminhão que atua na sinalização aos pilotos no momento da largada e, sob orientação da direção de prova, faz as intervenções necessárias à corrida.

Neste ano, a condução do veículo ficará a cargo da modelo e ex-participante do Big Brother Brasil, Talula Pascoli. Em Jacarepaguá, onde acompanha a etapa deste domingo (1), a modelo conversou com o BloGP e contou sobre a experiência.

“Foi um convite de um empresário que eu já trabalho. Ele me perguntou se eu dirigia e aí me falou que tinha uma proposta para trabalhar como Pace Truck e eu falei: ‘Olha, dirigir carro, eu dirijo, mas caminhão eu nunca dirigi’. Mas ele falou quer era simples, que eu iria ter algumas aulas e que era tranquilo. Que a antiga Pace, a Mariana [Felício], nem carta tinha quando foi participar e aí ela teve que tirar rápido assim”, contou. “E aí foi assim. Eu vim uns quatro dias antes da competição e treinei bastante na pista, fiquei super segura, foi bem tranquilo. Na verdade, é muito simples dirigir caminhão, só muda a quantidade de marchas. É a mesma coisa de carro, a única diferença é que é um pouco mais alto e tem um pouquinho mais de marcha”, avaliou.

Talula se mostrou muito animada com a nova função e destacou que já sente a diferença ao guiar seu próprio carro.

“É uma função muito importante, que depende da gente. E tem a adrenalina mesmo, é muito gostoso. Eu estou fascinada, apaixonada. Fico sentindo falta”, afirmou. “Eu falo: ‘Ah, gente, que demora para chegar outra etapa! Aí quando eu saio daqui, que eu fico três dias com o caminhão, que eu chego e vou dirigir o meu carro eu falo: ‘Ai, que desempolgante dirigir um carro pequeno, não tem marcha! Esse carro não vai’. É muito bom, é muito bom. É uma delícia.”

Apesar de novata na categoria e na função, a modelo conta que já trabalhou em outros eventos automobilísticos, como a F1 e a Stock Car. “Eu era promotora de eventos, fiz aqueles guarda-chuvinhas da vida, trabalhei muito na F1. Antes de ser modelo eu trabalhava como promotora, então eu fiz Stock Car, fiz quase todos os eventos de automobilismo.”

Animada com a experiência, Talula não descarta deixar a passarela e se dedicar ao esporte a motor. “Não sei. Não pensei, porque também não surgiram propostas, mas quem sabe, né?”, afirmou, reconhecendo que se tiver um convite, aceita na hora “Eu vou, fácil. Adorei, eu adorei. É tranquilo, eu achei muito tranquilo. Eu gostei muito, achei bem bacana. E eu acho muito gostoso velocidade. Bom, eu falei até quando eu fechei: ‘Velocidade não é problema, eu estou sempre atrasada, correndo igual uma louca, só vai mudar das ruas para a pista’.”

”Mas foi muito bom assim. Foi muito bacana, eu estou apaixonada. Quem sabe, né. Se, de repente, surgir uma proposta eu não troco a profissão de modelo por piloto?”, encerrou.

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Histórico

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva]
de Sumaré

Em sua página oficial no Facebook, na noite de sexta-feira, Nelson Piquet divulgou um vídeo simplesmente histórico, e por que não dizer, lendário. No dia 30 de março, data em que celebrou os 32 anos de sua primeira vitória na F1 — o GP dos Estados Unidos (Oeste) de 1980 —, o tricampeão mundial postou a íntegra da conquista em Long Beach, tradicional circuito de rua norte-americano, na Califórnia, e que hoje sedia uma das mas especiais etapas da temporada da Indy.

O vídeo é histórico sob vários aspectos: primeiro, claro, pela primeira de 23 vitórias da carreira de Nelsão na F1, abrindo assim uma das carreiras mais vitoriosas de um piloto na F1. Depois, Emerson Fittipaldi fez corrida épica depois de ter largado em 24º e último lugar e terminou na terceira colocação, subindo ao pódio pela última vez na categoria.

Outro detalhe, claro que bem menos importante que os citados acima, mas não menos curioso, é o fato de que a narração da corrida no vídeo foi de Galvão Bueno, mas exibida pela TV Bandeirantes, que transmitiu a temporada da F1 em 1980 — um ano depois, a categoria voltou a ser exibida pela Globo, talvez por conta do sucesso de Piquet. O narrador teve ao seu lado o comentarista Gil Ferreira em uma transmissão de mais de duas horas.

Tá aí uma oportunidade de relembrar um momento histórico, para quem teve a chance de ver e viver aqueles momentos todos. Eu, particularmente, tinha apenas 18 dias de vida quando Piquet venceu a primeira de tantas outras na F1, então o registro é ainda mais importante. Vale a pena demais assistir cada segundo deste vídeo lendário!

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Calendário rechonchudo em 2013

EVELYN GUIMARÃES [@eveguimaraes]
de São Paulo

A Indy passou por maus bocados no ano passado, e isso não é nenhuma novidade. A saída de Danica Patrick já havia sido um revés para a popularidade da categoria, mas a morte trágica de Dan Wheldon no oval de Las Vegas no fim da temporada representou um baque ainda maior. E isso se refletiu até na elaboração do calendário deste ano. Tanto que a direção da categoria demorou a confirmar as 16 etapas da temporada 2012.

Quando vieram as datas e as provas, o que se viu foi uma clara redução no número de ovais, o que revoltou a velha guarda da categoria, e o aumento no número de pistas de rua, o que também gerou críticas. Aos poucos, apesar da unificação, circuitos mistos tradicionais foram perdendo espaço no calendário, assim como os ovais. Entretanto, ao que parece, a chegada de Rubens Barrichello e o uso do novo chassi da Dallara serviram de impulso e até como forma de renovação para a Indy.

Nas mãos de Randy Bernard, a categoria parece querer reverter essa tendência e crescer, especialmente nos EUA. Bernard já fala em 19 ou 20 corridas para 2013. Ou seja, um calendário bem mais recheado. Nesta semana, o executivo anunciou a etapa de Houston – prova de rua – já para o ano que vem. E o site ‘SpeedTV’ também listou essa semana algumas praças que manifestaram interesse na categoria. A lista é bem interessante. E o que se sabe é que Bernard ainda viajando muito pelos EUA atrás de novos locais.

Austin, que neste ano se prepara para receber a F1, aparece no topo da lista. E Bernard acha que a Indy tem condições de fazer três provas no Texas – no oval e a corrida em Houston. Fort Lauderdale, na Flórida, também deseja uma corrida e as negociações já correm por mais de um ano, ainda segundo o ‘SpeedTV’.

Phoenix, Palm Springs, Portland, Richmond e Pocono também se mostraram interessados em entrar no calendário, assim como a famosa e veloz pista de Elkhart Lake. Também já se fala em uma prova de rua em Chicago e o retorno da Austrália, impulsionado, claro, pelo sucesso de Will Power.

Em um primeiro momento, diria que é para lá de interessante essa iniciativa da Indy. Mas se eu pudesse palpitar com Randy, diria a ele que Laguna Seca e Elkhart Lake são circuitos que fazem muita falta para a categoria. E o leitor? Que pista gostaria de ver de volta ao calendário da Indy?

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Nasce uma estrela

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Depois do que o mundo viu no último GP da Malásia, corrida que apenas confirmou que Fernando Alonso é o melhor piloto em atividade da F1, eu me atrevo a dizer que a categoria ganhou definitivamente uma nova estrela. Sergio ‘Checo’ Pérez fez até chover em Sepang, e ainda que o erro cometido lá na volta 50 tivesse lhe tirado a chance de uma vitória espetacular, o moço de Guadalajara (como diria o saudoso Fiori Gigliotii) foi alçado a um patamar superior depois de ter finalizado a caótica e encharcada prova malaia em segundo.

De uma só vez, Checo fez história ao dar à Sauber seu melhor resultado em toda sua vida na F1 — excetuando aí, claro, os anos de BMW, entre 2006 e 2009 —, e também ao colocar novamente a bandeira mexicana em um pódio da categoria após mais de quatro décadas. Incrível, mesmo!

Guardadas às devidas proporções, o feito histórico de Checo Pérez em Sepang, no último domingo (25), remete a dois outros momentos memoráveis na história na F1, até pelas condições bastante semelhantes entre si: Ayrton Senna no GP de Mônaco de 1984, e Sebastian Vettel no épico GP da Itália de 2008.

Senna era um estreante naquela temporada e fazia, no Principado, apenas sua sexta corrida na F1. O GP de Mônaco de 1984 foi disputado naquele dilúvio todo, e Ayrton fez história passando meio mundo após ter largado em 13º com um carro notoriamente limitado, o Toleman-Hart TG184, até chegar em Alain Prost, da McLaren. Fatalmente o ‘Professor’ seria ultrapassado pelo então novato brasileiro, mas foi salvo pelo diretor de prova, Jacky Ickx, que decidiu encerrar prematuramente a corrida, ainda na volta 31, por conta da forte chuva, pelo menos em teoria.

Resultado: ao invés dos tradicionais nove pontos, Prost somou só 4,5, já que a corrida fora interrompida antes do percurso total de 75%. Fato que, indiretamente, contribuiu para a perda do seu título mundial meses mais tarde. Por outro lado, pode-se dizer que Ayrton saiu muito mais no lucro, já que deixava de ser apenas mais um aspirante para se consolidar como a estrela ascendente daquela geração composta por tanta gente boa. Foi também o melhor resultado da Toleman em sua história de apenas cinco temporadas. A equipe britânica depois virou Benetton, Renault, e hoje está em sua quarta geração, agora como a nova Lotus.

24 anos depois de Senna ter mostrado ao mundo que era um piloto especial, Monza foi cenário para uma das exibições mais incríveis que já vi. Lembro como se fosse hoje ao assistir Vettel assombrar o mundo ao levar a Toro Rosso à pole do GP da Itália sem sequer tomar conhecimento dos adversários e debaixo de um temporal poucas vezes visto naquele circuito mítico. Naquele ano de 2008, Seb fazia sua primeira temporada completa na F1 e tinha como companheiro o não menos promissor Sébastien Bourdais, que havia sido contratado pelo time de Faenza depois de ganhar tudo na Champ Car. O francês foi tão bem quanto Vettel na classificação, colocando o segundo carro da Toro Rosso no quarto lugar do grid.

A forte chuva permaneceu naquele domingo em Monza. Bourdais deu muito azar, deixou o motor morrer antes da volta de apresentação e colocou ali ponto final na maior chance que teve de fazer algo de bom na F1. Vettel, apesar de seus meros 21 anos, dois meses e 11 dias, superou a desconfiança de muitos que até apostavam em um erro daquele guri ainda inexperiente e, novamente debaixo de um temporal, deixou todos os favoritos para trás, guiou com maestria e se tornou o mais jovem piloto da história a vencer uma corrida na categoria. De quebra, o tedesco deu à Toro Rosso seu maior resultado na história, fato que nunca mais esteve sequer perto de ser repetido. Se antes Vettel já pintava como um piloto de grande futuro, o fato é que Monza viu nascer em 2008 uma estrela que brilha até hoje — se bem que nas últimas provas esse brilho esteja um tanto ofuscado.

Checo escreveu uma das páginas mais especiais de sua carreira e de tua vida no domingo. Rotulado como piloto pagante quando fez sua estreia na F1, ainda no ano passado, o jovem mexicano acabou de uma vez por todas com essa balela ao se posicionar definitivamente entre os grandes da categoria. Muitos outros pilotos no grid, com carros muito superiores ao Sauber C31 e com notória capacidade de guiar no molhado — como Lewis Hamilton e o próprio Vettel —, sequer chegaram a ameaçar Pérez, que só não conseguiu superar o iluminado e santo milagreiro Alonso. Fruto de estratégia competente e de uma pilotagem bastante consistente e arrojada: talvez esse arrojo tenha contribuído para o erro cometido em um momento crucial. Mas ainda acho melhor ter na pista um piloto que não tenha medo de lutar pela vitória, assumindo os riscos necessários para isso.

Claro que não se trata de nenhuma comparação entre o mexicano e os dois campeões mundiais citados acima, mas ao mesmo tempo em que há várias variáveis entre as situações em questão, também há muita coisa em comum nos feitos históricos mencionados.

Tive a oportunidade de entrevistar Pérez no fim de semana do GP do Brasil, no ano passado. O piloto da Sauber se mostrou bastante receptivo e solícito com os jornalistas em seu redor, demonstrou bom humor e fazendo questão de elogiar a beleza da mulher brasileira. Falando sério, Checo sempre se mostrou consciente de que está em um processo crescente de aprendizagem, que se sente muito feliz na Sauber e frisou que tem ótimo relacionamento com o mítico Kamui Kobayashi. Sempre que era questionado sobre um eventual futuro na Ferrari, Sergio falava com serenidade, sem se empolgar demais com a possibilidade de representar a equipe de Maranello. Pé no chão total.

E tudo indica mesmo que, mais cedo ou mais tarde, Pérez repetirá o feito dos lendários ‘Hermanos Rodríguez’, Pedro e Ricardo, e represente a Ferrari. Ligado a Maranello pela Academia de Jovens Pilotos, Checo parece cada vez mais talhado para ser o substituto ideal de Felipe Massa, que só deve mesmo seguir na equipe italiana se muita coisa mudar em relação a este começo de temporada. Pérez é o número que a Ferrari quer calçar: piloto jovem, rápido, com grande capacidade de desenvolvimento e de trabalho em equipe. Sabe conviver com um companheiro de equipe competitivo, e muitas vezes, até conseguiu superá-lo, como tem sido na própria Sauber, com Kobayashi, ou mesmo na GP2, quando foi muito melhor que os veteranos Edoardo Mortara, em 2009, e Giedo van der Garde, no ano seguinte.

Para o bem e renovação da F1, que brilhe cada vez mais a estrela de Checo Pérez, o moço de Guadalajara.

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Fábrica X CRT

JULIANA TESSER [@JulianaTesser]
de São Paulo

Neste ponto do campeonato você certamente já sabe que a partir desta temporada a MotoGP contará com as chamadas equipes CRT, que possuem motos com chassis artesanais e motores derivados de produção.

O objetivo desta mudança é ampliar o grid da categoria por meio de uma redução no orçamento. A medida funcionou e este ano serão 21 pilotos no grid da principal divisão do Mundial de Motovelocidade.

Enquanto a temporada não começa – no próximo dia 8 com o GP do Catar – não podemos fazer uma análise exata do desempenho das novas equipes, embora os primeiros testes já tenham mostrado uma leve diferença na vantagem das fábricas.

O que é certo é desvantagem das CRT no quesito financeiro. No último fim de semana os 21 pilotos se reuniram pela primeira vez para um teste coletivo – a maior parte das equipes novatas não participou dos exercícios em Sepang – no circuito de Jerez de la Frontera.

No sábado (24) as condições climáticas não eram lá as melhores, o que levou muitos pilotos ao Twitter. Um deles foi Ben Spies.

Aproveitando o momento de folga, o norte-americano postou uma foto do almoço na Yamaha. O cardápio era, digamos, bastante farto.


Pouco tempo depois, James Ellison, da pequena Paul Bird, surgiu no microblog dizendo: “@BenSpies11 sanduíche de presunto ou sanduíche de queijo aqui, amigo… Sou mimado por opção!”

É, esporte a motor não é feito só de glamour…

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Fazendo história


JULIANA TESSER [@JulianaTesser]
de São Paulo

Apesar de todas as conquistas femininas ao longo da dos anos, o esporte a motor segue sendo dominado pelos homens. Neste sábado (17), no entanto, Elena Myers fez história.

A bordo de um Suzuki GSX-R600, a californiana de 18 anos se tornou a primeira mulher a vencer uma corrida profissional no circuito de Daytona. Em 2010, Elena foi primeira mulher a vencer no campeonato norte-americano de Superbike, a cruzar a linha de chegada de Sonoma na ponta.

Na prova deste sábado Elena largou na terceira posição e liderou a prova em duas únicas ocasiões. Ao final das dez voltas da categoria SuperSport, Myers recebeu a bandeirada com 0s239 de vantagem para Corey Alexander, da National Guard, o segundo colocado. Hayden Gillim, da Red Bull, foi o terceiro.

“Estou muito feliz por conseguir a minha segunda vitória. Minha última vitória foi em casa e eu meio que dei sorte com algumas bandeiras vermelhas, mas esta é uma vitória legítima”, disse a representante da Suzuki. “Ser a primeira mulher a ganhar uma corrida profissional em Daytona é muito legal e não posso agradecer o suficiente a todos que me ajudaram a chegar até aqui.”

No ano passado, no GP de Indianápolis de MotoGP, a californiana foi convidada para testar a GSV-R de Álvaro Bautista. Na ocasião, Elena tinha em torno de cinco voltas com o protótipo da Suzuki, mas a moto apresentou um problema nos metros iniciais e ficou parada.

“Era uma quinta-feira antes do GP de Indianápolis”, contou a pilota na época. “Eles me disseram que eu podia acelerar nas retas, mas para não fazer nada muito louco, até porque a pista estava super escorregadia. E eu também não queria cair com a moto de US$ 1 ou US$ 2 milhões deles”, continuou.

“Todos ficaram assustados por um minuto ou algo assim, porque a moto parou do outro lado da pista, por conta de um problema no sensor de aceleração. Eu estava presa do outro lado e ninguém sabia o que tinha acontecido comigo”, recordou. “Algum comissário avisou pelo rádio que eu estava sentada no meio da pista com a moto sem funcionar. Na verdade isso foi bom, porque teria acontecido com o Álvaro no dia seguinte e eles teriam perdido toda a sessão. Então eles ficaram felizes por eu ter andado… Eu fui a cobaia”, brincou. “Foi bom para eles, e Indy cooperou bastante, porque eles mantiveram a pista aberta enquanto eles reparavam a moto para que eu pudesse dar minhas outras quarto voltas”, completou.

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O fim da crise de abstinência

MAURO DE BIAS [@MaurodeBias]
de Belford Roxo

O começo da temporada é uma maravilha. Matando saudades depois de três meses sem F1. É o fim da crise de abstinência. Então vamos lá… Vamos partir para a mais longa temporada de F1 da história. Quer dizer, se não estourar a revolução no Bahrein, se Valência não der o calote, se as obras de Austin não atrasarem, se as vacas belgas não resolverem fazer um piquete em Spa — vai saber.

Como vocês já devem ter lido na revista WarmUp de fevereiro — se ainda não viram, vejam –, esta é uma temporada que começa com muitos pontos de interrogação. E assim que é bom. Geralmente são essas que acabam sendo melhores. Mas é impossível prever com certeza. No final das contas, Sebastian Vettel pode acabar ganhando na Austrália e depois em 90% das outras corridas.

Eu sei que eu mal vejo a hora da temporada começar.

E, convenhamos, temporada tem que iniciar de madrugada. Coisa muito chata e sem graça é um campeonato que começa na insossa e tediosa pista de Sakhir. Tem como ser mais corta-clima? Não tem, né? A Austrália é o lugar ideal para o início do ano. E que assim seja nos próximos. E que sejam muitos.

Pena que Bernie Ecclestone queira passar o GP para a noite. Albert Park é um circuito muito bonito (até onde eu lembro, o mais bonito do calendário, disparado), merece ser mostrado durante o dia. E, bem, logo mais tem o terceiro treino livre, com o treino classificatório às 3h da manhã. E nós vamos aqui trabalhando para levar as notícias todas para vocês. Fiquem ligados no Grande Prêmio.

Ah, já viram o nosso Ao Vivo? Está muito melhor. Aproveitem.

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Já ganhou

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Sábio é o nobre João Paulo Borgonove ao dizer que Heikki Kovalainen vai ser o sétimo piloto do atual grid da F1 a ser campeão do mundo. Se depender de seu novo capacete, ao mesmo tempo belo e bem divertido — será por ele utilizado durante o fim de semana do GP da Austrália —, o cara já ganhou o título de 2012 por antecipação. O finlandês (que bem poderia ser chamado de finlandês voador agora) assinou nesta quinta-feira (15), por meio da empresa IMG, parceria com a desenvolvedora de games Rovio, que criou o Angry Birds, fenômeno da internet. Ótima e criativa sacada dos caras.

 

 

 

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#GP12

JULIANA TESSER [@JulianaTesser]
de São Paulo

A Ducati anunciou outro dia que no próximo dia 19 vai apresentar a GP12, moto que será utilizada por Valentino Rossi e Nicky Hayden na temporada de 2012 da MotoGP.

A apresentação será feita pelo Facebook da Tim, mas nesta sexta-feira (9) a fábrica de Borgo Panigale mandou uma prévia do que vem por aí.

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Arriba, México

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Sair de um frio de aproximadamente -10ºC da Suécia para o caliente México, atualmente com temperaturas variando entre 30ºC na cidade de León, sede da terceira etapa do Mundial de Rali, que acontece nesta semana. Essa foi a missão de Mikko Hirvonen. Acostumado com a neve, o finlandês até que se adaptou bem ao calor do país latino-americano. Tá aí o vídeo — produzido pela Citroën — que não deixa mentir.

O México é simplesmente demais!

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O duro caminho das mulheres na Europa e a alternativa norte-americana


FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Vicky Piria

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, chamou a atenção duas notícias relacionadas à F1. A primeira delas: Christian Horner, chefe de equipe da Red Bull, acredita que haverá uma mulher no grid da F1 em no máximo uma década. Horas mais tarde, María de Villota, filha do ex-piloto Emilio de Villota, foi anunciada como a nova test-driver da Marussia para 2012.

Para que a previsão de Horner se concretize, é preciso haver uma mudança na filosofia do automobilismo europeu, base da F1. Oficialmente, apenas cinco mulheres já guiaram um carro da categoria: Maria Teresa de Filippis, Lella Lombardi — única a marcar um ponto —, Divina Galica, Desiré Wilson e Giovanna Amati, a última delas, há duas décadas.

Talvez uma década seja um espaço de tempo muito curto para uma mudança tão grande de postura e aceitação da mulher em um esporte tão fechado. A situação é muito diferente, por exemplo, nos Estados Unidos.

O número de pilotas (diga-se de passagem, a expressão ‘pilota’ é correta, por mais estranho que possa parecer) na América é crescente e atrai competidoras da Europa, sem espaço para desenvolver suas respectivas carreiras no ‘Velho Mundo’. Bia Figueiredo e Sabrina Kuronuma são exemplos de brasileiras que tentam construir a carreira em solo norte-americano.

Sem contar o sucesso de Danica Patrick e a competência exibida ao longo dos últimos anos por Lyn St. James, Sarah Fisher e Simona de Silvestro, por exemplo. Algumas não mandaram tão bem, é verdade, como Milka Duno, mas outras têm condições de mostrar talento e nada devem a muitos pilotos de lá, caso de Katherine Legge. Então dá para concluir que para uma mulher vencer no automobilismo, os Estados Unidos são o melhor caminho, e talvez, o único.

Em outra frente, María de Villota tenta quebrar essa escrita do automobilismo europeu, mais conservador. A Marussia ganhou mídia e virou notícia no mundo inteiro ao anunciar a contratação da pilota espanhola, que há tempos vem tentando um lugar na F1. Com exceção dos testes de Abu Dhabi, dificilmente María vai ter condições de ter alguma grande experiência pela equipe russa, mas isso deve ajudá-la a entender como funciona o ambiente da categoria.

María teve carreira apenas discreta por onde passou — F3 Espanhola, WTCC, F-Superliga por exemplo — e não deve ter condições de fazer muita coisa como test-driver. Talvez, caso De Villota queira mesmo se desenvolver como pilota, os Estados Unidos parecem ser o rumo mais lógico, já que dinheiro parece não faltar a ela.

Enquanto María de Villota tenta dar um passo decisivo em sua carreira como pilota, lá na base, Vicky Piria começa a trilhar seu caminho no automobilismo. Se fosse só em termos de beleza, ela já seria campeã mundial, fácil fácil. Mas comentários elogiosos à parte, é preciso de resultados e oportunidades para a construção de uma carreira sólida. Esse é o desafio de Piria, esse é o desafio das meninas que tentam o sucesso na F3 Espanhola: mostrar potencial para iniciar uma mudança de filosofia no automobilismo europeu e fazer valer a previsão de Horner.

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Rossi por Rossi

JULIANA TESSER [@JulianaTesser]
de São Paulo

Valentino Rossi pode até não estar vivendo a melhor fase de sua carreira, mas quem é rei, nunca perde a majestade.

Separei um vídeo aqui onde o italiano fala da carreira. Ele fala da escolha pelo #46, da rivalidade com o Max Biaggi e da experiência testando a Ferrari.

“Eu não acho que a moto seja apenas um pedaço de metal. Eu acho que ela tem uma alma. Uma coisa tão bonita tem de ter uma alma. Uma moto é como uma mulher bonita. Às vezes ela está brava, às vezes ela te faz feliz. Mas você sempre deve tentar não aborrecê-la e tratá-la bem, do contrário, terá problemas”, aconselhou Valentino.

O piloto foi questionado sobre o papel de seu pai, Graziano, em sua carreira. Papai Rossi era piloto e sofreu um grave acidente em Ímola em 1982, se tornando uma das primeiras histórias de sucesso da clinica móvel da MotoGP, já que precisou ser reanimado pela equipe chefiada pelo Dr. Claudio Costa.

“Ele era um grande piloto que, por azar, lesões ou acidentes, não venceu tanto quanto deveria. Eu acho que nasci para terminar o que ele começou.”

Graziano também é o responsável pela escolha do número eternizado por Valentino. “Eu vi uma foto do Graziano, de 1979, o ano em que eu nasci, com a Morbideli dele. Era a primeira corridas das 125cc e ele venceu. O número dele era 46, então eu decidi usá-lo também e uso desde então.”

O titular da Ducati também fala da experiência com a Ferrari. “Devo dizer que a moto ainda é a nº1, mas um carro de F1 te dá uma sensação maior de velocidade do que a MotoGP. Não tanto nas retas, onde a moto é mais assustadora que o carro, porque você não está protegido, mas nas curvas um carro de F1 tem uma velocidade incrível e é muito legal de pilotar”, falou. “É a única coisa tão legal quanto a MotoGP, se não for mais.”

 

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Fique de olho

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

O novo Sauber C31, horroroso na aparência (bico de ornitorrinco e a cor cinza escura no bico), está se mostrando um carro muito eficiente na pista. Claro que testes são apenas testes e não indicam muita coisa. Mas tanto Sergio Pérez no sábado quanto Kamui Kobayashi, este, na semana passada, conseguiram grandes marcas em Barcelona. Vale lembrar que a Sauber é, com exceção das equipes do G4, a única escuderia que manteve sua dupla de pilotos, que é ótima, jovem e promissora.

A própria Sauber já andou muito bem em testes de pré-temporada no passado e, quando o jogo foi pra valer, mostrou um desempenho apenas discreto. Nesta temporada, pelo menos em teoria, o desempenho da Sauber deve se aproximar da Force India e talvez, da Toro Rosso, reeditando o grupo que lutou para ser a sexta força da F1 no ano passado.

A realidade é que somente daqui a duas semanas, no fim de semana do GP da Austrália, é que todas as perguntas serão respondidas. Mas o fato é que a impressão inicial do C31 é bastante interessante. Vale a pena ficar de olho no que ‘Checo’ e Kamui podem fazer.

E na opinião do leitor, o novo carro da Sauber é um canhão suíço ou um cavalo paraguaio?

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Music Friday

Música da antiga para animar a sexta-feira (2), dia em que Jon Bon Jovi completa 50 anos.

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O primeiro treino de Mansell na Indy e o sucesso na América

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Quase 20 anos depois, a Indy volta a contar com um vencedor de GPs na F1 em seu grid. A confirmação da ida de Rubens Barrichello para a KV trouxe muitas referências à estreia de Nigel Mansell no automobilismo norte-americano. O ‘Leão’ dominou como quis a F1 em 1992, aliando talento à supremacia do Williams FW 14, na minha opinião, o carro mais fantástico da história do esporte a motor.

Claro que o momento e a circunstâncias que envolveram as idas de Mansell, e 19 anos depois, de Barrichello para a Indy, foram totalmente distintas. O Red Five cruzou o Atlântico e assinou com a Newman/Haas, que era a grande equipe da categoria — ao lado da Penske — como substituto de Michael Andretti, que fazia o caminho inverso após assinar com a McLaren para ser companheiro de Ayrton Senna em 1993.

Lembro que Mansell estava no auge, mesmo com 38 anos. Só que Frank Williams jamais fez questão de mantê-lo na equipe depois da conquista do seu título, já Senna e Alain Prost almejavam a vaga do britânico. Melhor para o ‘Professor’, que adiou o sonho do brasileiro e assinou com a Williams e foi tetracampeão meses mais tarde.

Mas Nigel não foi menos feliz que Alain. O ‘Leão’ chegou à América com status de estrela e trouxe uma divulgação que talvez a Indy jamais teve antes. E tudo começou nesse vídeo abaixo, quando Mansell testou o Lola-Ford da Newman/Haas no circuito de Firebird, com o famoso cinco vermelho estampado no carro da tradicional equipe de Paul Newman e Carl Haas.

Aí veio o sucesso, quase que imediato. Começando pela primeira corrida do ano, em Surfers Paradise, quando Mansell foi pole e venceu de maneira incrível. Na prova seguinte, o susto: uma forte batida em Phoenix ganhou repercussão mundial, (assista reportagem histórica da Rede Manchete) mas o britânico conseguiu se recuperar até com certa rapidez, voltando conquistar dois pódios na sequência, em Long Beach (terceiro lugar após largar na pole), e nas 500 Milhas de Indianápolis, novamente terceiro.

Depois de um bom começo de temporada, vieram as vitórias nos ovais de Milwaukee e Michigan, este, um superspeedway. Mais uma vitória, dessa vez em Loudon, e para fechar, a glória em Nazareth, casa da Newman/Haas. Foram dez pódios e sete poles, números que traduziram o incontestável título da Indy naquele 1993 tão supremo quanto foi Mansell um ano antes pela Williams.

Claro que Barrichello tem todas as condições para fazer uma boa temporada na Indy. A seu favor conta o fato que todos partirão do zero na tocada do carro novo. Contra Rubens pode pesar a adaptação aos circuitos ovais, mas como só serão realizadas quatro corridas nesse tipo de traçado, o prejuízo pode nem ser tão grande assim. Mas creio que nem Barrichello e talvez nem mesmo Fernando Alonso ou Lewis Hamilton conseguiriam desempenho tão avassalador quanto o de Mansell em 1993.

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Ferrari e a formação de pilotos italianos: dois caminhos

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva]
de Sumaré

Riccardo Patrese expressou sua insatisfação com o atual momento do automobilismo italiano. A crise foi evidenciada pela dispensa de Jarno Trulli da Caterham para dar lugar ao apenas mediano russo Vitaly Petrov. Dessa forma, o país da ‘velha bota’ ficou sem nenhum representante na F1.

De certa forma, Patrese culpou a Ferrari pelo desenvolvimento capenga de jovens talentos italianos e alegou que a escuderia não ajuda no trabalho com a nova safra de esportistas locais. O que, de certa forma, é até verdade. Mas tudo tem dois lados.

É fato que a Ferrari jamais priorizou o trabalho com jovens italianos. Tanto que os dois principais nomes da Academia de Pilotos do time são estrangeiros: Jules Bianchi e Sergio Pérez, este, com boas chances de até ser alçado ao posto de titular de Maranello na próxima temporada se Felipe Massa não fizer um ano muito bom.

Ao longo de sua história, a italiana Ferrari sempre deu preferência a pilotos estrangeiros

Apenas para ficar na era moderna da F1, ou seja, dos anos 80 em diante, lembro que a esquadra de Maranello teve como titulares o já falecido Michele Alboreto, Ivan Capelli, anos depois, e só. Luca Badoer e Giancarlo Fisichella substituíram Felipe Massa em 2009, mas na condição de tampões. Só Alberto Ascari, lá no começo dos anos 50, foi campeão pela Ferrari na condição de representante da Itália.

Mas fazendo uma analogia com o futebol, por exemplo, a Ferrari não está errada. Muitos clubes da Europa chegam a colocar 11 titulares estrangeiros em campo. Lembro muito da Internazionale e do Arsenal, embora o time londrino, bem aos poucos, vem trabalhando mais com jogadores ingleses. Isso denota uma categoria de base fraca dessas equipes.

Ainda no futebol, o Barcelona parece ser uma das poucas exceções, talvez a única, por aliar sucesso na base, conseguir alçar os jovens à equipe principal e construir um time vitorioso. Outros, como o Real Madrid, tentam compensar a formação capenga de jogadores gastando rios de dinheiros na compra de craques consagrados, como Cristiano Ronaldo e Kaká, por exemplo.

É dessa forma que eu vejo a Ferrari nesse sentido. Não consigo ver a equipe como a vilã, como a responsável pela falta de bons e jovens pilotos italianos, longe disso. Se é um time e que se propõe a ser o melhor do mundo, nada mais natural do que contar com os melhores, independente se o piloto seja alemão, tailandês, coreano ou até mesmo italiano. Se há capital para se dar a esse luxo todo, não é pecado nenhum.

Mas o argumento de Patrese faz sentido. A Ferrari, por toda a condição financeira que dispõe, poderia criar uma equipe junior na GP3, GP2, World Series e até mesmo na F1. Os exemplos existem aos montes, como já fazem Red Bull, Caterham, Lotus e até Marussia, para atuar no desenvolvimento de novos talentos.

Creio que seria uma boa ideia para as próximas gerações, já que a fase atual é dura, bem dura: um país depender dos eternos Luca Fillipi e Davide Valsecchi não deve ser lá muito animador.

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A nova majestade da Truck Series

John King

FELIPE GIACOMELLI [@daewlz]
de São Paulo

John King era um completo desconhecido até as últimas voltas da etapa de Daytona da Truck Series, realizada na última sexta-feira (24). Mesmo fazendo a estreia no tradicional oval da Flórida, o americano assumiu a liderança no fim da corrida e, de forma surpreendente, conquistou a primeira vitória da carreira na categoria.

Apesar da felicidade pelo triunfo, o novo rei dos trucks já se envolveu em uma polêmica. Para assumir a primeira posição em Daytona, John causou a última bandeira amarela da prova ao jogar o então líder Johnny Sauter no muro.

Assim que terminou a corrida, King não fugiu da confusão e tentou se desculpar com Sauter ao explicar o acontecido.

“Eu não sabia que estava sendo empurrado. Tudo que eu sabia era que estava muito rápido e não consegui desviar”, disse. “Sou um novato. Eu nunca empurrei ninguém na minha vida inteira. Essa foi a minha primeira vez em Daytona ou em um super-oval. Eu peço desculpas do fundo do meu coração. Essa não era a minha intenção. Se eu não tivesse batido, estaria ótimo para mim”, completou.

Além das explicações, King ainda precisou dar longas entrevistas para explicar quem é ele. Afinal, talvez nem a mãe do próprio piloto tenha apostado em um triunfo em Daytona. Aos 23 anos, o reizinho começou a carreira nos ovais de terras e nos late models, antes de tentar a sorte na Nascar. O triunfo da sexta-feira foi apenas o terceiro na vida toda.

Uma última curiosidade, apesar de desconhecido da grande maioria de pilotos e fãs da categoria, alguém nas garagens da Nascar deixou Daytona dizendo “eu já sabia”. Era Bill Elliott, campeão da Nascar em 1989, que contratou King em 2009 para seu programa de jovens pilotos. Embora não haja mais vínculo, caso a carreira de John vingue, Elliott poderá contar para todo mundo que foi ele quem descobriu o garoto.

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Na telinha


JULIANA TESSER [@JulianaTesser]
de São Paulo

Eric Granado vai estrear na Moto2 neste ano como wild-card – já que ainda não tem a idade mínima exigida pelo regulamento da categoria. Representado a JiR, o piloto terá Johann Zarco como companheiro de equipe.

E o jovem brasileiro, que já estreou nos testes da pré-temporada, encontrou uma maneira diferente de se manter em contato com os fãs.

Por meio da Eric Granado TV, canal on-line do piloto, o representante da JiR vai manter seus seguidores atualizados sobre suas atividades no velho continente.

O canal, que é resultado de uma parceria entre a Granado Sport Team com a produtora Post Varejos, terá atualizações diárias e, além de promoções dos patrocinadores, trará depoimentos, curiosidades e detalhes dos circuitos por onde o jovem vai passar.

O site já conta com uma série de vídeos curtinhos que contam um pouco da experiência do Eric no Mundial de Motovelocidade.

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Ferramentas

JULIANA TESSER [@JulianaTesser]
de São Paulo

Um dia desses o Alex Briggs, um dos mecânicos da equipe do Valentino Rossi, contou que estava comprando as ferramentas que vai precisar para o segundo teste coletivo da MotoGP em Sepang.

Ele contou que na Yamaha, 99% das ferramentas eram da Beta, marca italiana que há mais de 40 anos fornece equipamentos para competições. Na Ducati, grande parte dos utensílios são da também italiana Usag.

Não que saber isso vá mudar os rumos da economia mundial, mas o que foi legal mesmo foi a foto que o Briggs postou. Ele disse que é sua ferramenta favorita.

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